EDP Renováveis - Tópico Geral
Mas se sai da bolsa deixa de estar cotada na mesma, logo não podemos negociar acções...para que servem as acções então?...não pode ser...tem de existir uma opa, e passamos a deter acções da empresa que ficou com a edpr neste caso, ou seja, por cada acção da edpr passamos a deter x acções da edp. No fundo as acções são trocadas por outras por correlação do valor da acção na altura.
Estou certo ou não é nada disto?...
Estou certo ou não é nada disto?...
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Olá a todos:
Também detenho uma posição na EdpR e gostava também de ser esclarecido relativamente a esta questão. Pelo que andei a pesquisar aparentemente só com uma OPA como disse o Ulisses. Mas juridicamente "parece" (e comenta-se) que não será necessário uma OPA...
Alguem entendido na matéria poderia dar uma explicação mais detalhada sobre o assunto.
Obrigado
Também detenho uma posição na EdpR e gostava também de ser esclarecido relativamente a esta questão. Pelo que andei a pesquisar aparentemente só com uma OPA como disse o Ulisses. Mas juridicamente "parece" (e comenta-se) que não será necessário uma OPA...
Alguem entendido na matéria poderia dar uma explicação mais detalhada sobre o assunto.
Obrigado
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Quico Escreveu:mfsr1980 Escreveu:A EDF Renouvables foi adquirida pela mãe EDF a 40Euros a acção (um prémio de 10.4%) ou 13 EDF's por 11 EDF EN detidas.
Algo me diz que estou tramado...
Ora explica lá melhor. Não estou a perceber... O que é que isto tem a ver com a EDP Renováveis?
Quico,
Não me parece que a OPA que a EDP irá fazer, mais ano menos ano, seja por valores que compense o investimento.
A EDP só precisa de comprar uns 12% da EDPR e se lançar uma OPA mesmo com um preço 23% acima do mercado não cobre a queda deste último mês.
Ora, eu comprei as minhas EDPR a 3.86 e já estou a imaginar que dificilmente irei recuperar o investimento.
Abraço mfsr1980
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Saída de Bolsa -- Como vai ser ???
Storgoff Escreveu:Eldred Escreveu:Ulisses Pereira Escreveu:Drecksack, numa OPA potestativa (que a acontecer seria só depois da OPA normal e se a empresa tiver mais de 90%) não és obrigado a vender as acções. O problema é ficares com acções que não são negociadas em Bolsa, o que depois - quando as quiseres vender - te cria bastantes complicações.
Um abraço,
Ulisses
A não ser que a lei tenha mudado, numa OPA protestativa és obrigado a vender. Eu sei diso porque tive acções da Efacec, não aceitei a OPA normal e depois como os ofertantes ficaram com mais de 90% desencadearam a OPA protestiva e as minhas acções foram automaticamente adquiridas ao preço da OPA normal.
O que pode acontecer é retirar a empresa da bolsa sem OPA protestativa se numa assembleia geral 90% dos accionistas votarem favoravelmente. Foi o que aconteceu na Lisnave em que a Thyssen tem cerca de 75% a administração 15 a 20% e os pequenos accionistas uns 5%. A Thyssen não pode fazer uma OPA protestativa mas em conjunto com a administração tinham mais de 90% para fazer passar a proposta de retirada da bolsa. De resto os pequenos accionistas não tem sido prejudicados. Perderam a possibilidade de transacção em bolsa mas nestes ultimos 10 anos tem recebido bons dividendos que em muitos casos já terá dado para cobrir o investimento inicial várias vezes.
Caríssimos,
Como é que isto se pode adaptar à EDPR ?
A própria administração ja fala na possibilidade de retirar a empresa de Bolsa quem sabe em 2013.
Estive a ver e a EDPR tem basicamente a EDP como accionista de referencia com quase 79%.
EDP directamente 62% e indirectamente via Hidroelectrica del Cantabrico 15.5 %
Ou seja temos cerca de 22,5% de free float.
Como é que se pode operar aqui uma retirada de bolsa sem lançar uma OPA??
Gostava de saber a vossa opinião
Obrigado
Ulisses Pereira Escreveu:Sem lançar uma OPA não me parece possível.
Um abraço,
Ulisses
Pois eu ainda não me dei ao trabalho de ler exaustivamente o que diz o CVM. Provavelmente deve haver por lá alguma resposta a esta questão.
Mas como não sou jurista, não me sinto la muito à vontade para entrar por esses campos.
A EDP de facto controla quase 80% portanto se conseguir convencer alguns institucionais que somados dê os 90 %, pelos vistos bastaria lhe então uma AG para decidir o tema.
De qualquer forma não sei qual a viabilidade desta hipótese tanto no plano legal como no plano dos interesses dos institucionais.
Partindo da hipótese da OPA, para atingir os 90%, significaria que a decisão de retirar a EDP renováveis de bolsa seria sempre um catalisador para a subida da cotação.
Ora para meu espanto, ja li, penso que no JdN, que as quedas recentes da EDP Renováveis também se deviam ao facto da EDP ter admitido a possibilidade de a tirar de bolsa.
Enfim, alguém que me faça luz !!
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mfsr1980 Escreveu:A EDF Renouvables foi adquirida pela mãe EDF a 40Euros a acção (um prémio de 10.4%) ou 13 EDF's por 11 EDF EN detidas.
Algo me diz que estou tramado...
Ora explica lá melhor. Não estou a perceber... O que é que isto tem a ver com a EDP Renováveis?
"People want to be told what to do so badly that they'll listen to anyone." - Don Draper, Mad Men
Eldred Escreveu:Ulisses Pereira Escreveu:Drecksack, numa OPA potestativa (que a acontecer seria só depois da OPA normal e se a empresa tiver mais de 90%) não és obrigado a vender as acções. O problema é ficares com acções que não são negociadas em Bolsa, o que depois - quando as quiseres vender - te cria bastantes complicações.
Um abraço,
Ulisses
A não ser que a lei tenha mudado, numa OPA protestativa és obrigado a vender. Eu sei diso porque tive acções da Efacec, não aceitei a OPA normal e depois como os ofertantes ficaram com mais de 90% desencadearam a OPA protestiva e as minhas acções foram automaticamente adquiridas ao preço da OPA normal.
O que pode acontecer é retirar a empresa da bolsa sem OPA protestativa se numa assembleia geral 90% dos accionistas votarem favoravelmente. Foi o que aconteceu na Lisnave em que a Thyssen tem cerca de 75% a administração 15 a 20% e os pequenos accionistas uns 5%. A Thyssen não pode fazer uma OPA protestativa mas em conjunto com a administração tinham mais de 90% para fazer passar a proposta de retirada da bolsa. De resto os pequenos accionistas não tem sido prejudicados. Perderam a possibilidade de transacção em bolsa mas nestes ultimos 10 anos tem recebido bons dividendos que em muitos casos já terá dado para cobrir o investimento inicial várias vezes.
Caríssimos,
Como é que isto se pode adaptar à EDPR ?
A própria administração ja fala na possibilidade de retirar a empresa de Bolsa quem sabe em 2013.
Estive a ver e a EDPR tem basicamente a EDP como accionista de referencia com quase 79%.
EDP directamente 62% e indirectamente via Hidroelectrica del Cantabrico 15.5 %
Ou seja temos cerca de 22,5% de free float.
Como é que se pode operar aqui uma retirada de bolsa sem lançar uma OPA??
Gostava de saber a vossa opinião
Obrigado
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LTD
Parece ter batido na LTD de médio prazo e já está a recuar.
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Forte queda de quase 5%. Continuo curto e sem fecho de posição à vista.
A subida de ontem de 3% foi com pouco volume, ao contrário da queda brutal de hoje, que teve volume maior. É a força do Grande Urso.
Estamos em terra de ninguém, mínimos de sempre.
A tendência é clara.
NOTA: Este Urso, para quem se lembra, apareceu três dias depois da OPA em 2008 e massacrou a cotação desde os 8,00 até aos 3.40 em dois meses!
A subida de ontem de 3% foi com pouco volume, ao contrário da queda brutal de hoje, que teve volume maior. É a força do Grande Urso.
Estamos em terra de ninguém, mínimos de sempre.
A tendência é clara.
NOTA: Este Urso, para quem se lembra, apareceu três dias depois da OPA em 2008 e massacrou a cotação desde os 8,00 até aos 3.40 em dois meses!
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- EDPR
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Segue a tendência e não te armes em herói ao tentar contrariá-la.
Podes tentar, mas o Mercado é um monstro selvagem que provavelmente te irá engolir.
Podes tentar, mas o Mercado é um monstro selvagem que provavelmente te irá engolir.
nuuuno Escreveu:Blue Epsilon Escreveu:Fechei a posição curta há uns dias e abri ontem novo short na EDPR.
Porquê?
Continua a parecer-me uma acção sem força e com a tendência descendente intacta, independentemente das notícias que me parece estarem a ser descontadas à algum tempo.
Não consigo ter grandes resultados com posições longas no PSI, excepto com a JMT. Continuo a ter de estar no chamado "dark side".
usaste CFD's?
nao te preocupa o facto de estar oversold e a dar divergencias (RSI) ?
Fechei o anterior curto com base no oversold. É verdade que pode ter uma reacção temporária. Mas as probabilidades estão do lado short.
Não usei CFD's mas sim Factor Certificates (alav.3x). É tipo um ETF sem necessidade de conta margem.
Segue a tendência e não te armes em herói ao tentar contrariá-la.
Podes tentar, mas o Mercado é um monstro selvagem que provavelmente te irá engolir.
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Blue Epsilon Escreveu:Fechei a posição curta há uns dias e abri ontem novo short na EDPR.
Porquê?
Continua a parecer-me uma acção sem força e com a tendência descendente intacta, independentemente das notícias que me parece estarem a ser descontadas à algum tempo.
Não consigo ter grandes resultados com posições longas no PSI, excepto com a JMT. Continuo a ter de estar no chamado "dark side".
usaste CFD's?
nao te preocupa o facto de estar oversold e a dar divergencias (RSI) ?
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Fechei a posição curta há uns dias e abri ontem novo short na EDPR.
Porquê?
Continua a parecer-me uma acção sem força e com a tendência descendente intacta, independentemente das notícias que me parece estarem a ser descontadas à algum tempo.
Não consigo ter grandes resultados com posições longas no PSI, excepto com a JMT. Continuo a ter de estar no chamado "dark side".
Porquê?
Continua a parecer-me uma acção sem força e com a tendência descendente intacta, independentemente das notícias que me parece estarem a ser descontadas à algum tempo.
Não consigo ter grandes resultados com posições longas no PSI, excepto com a JMT. Continuo a ter de estar no chamado "dark side".
Segue a tendência e não te armes em herói ao tentar contrariá-la.
Podes tentar, mas o Mercado é um monstro selvagem que provavelmente te irá engolir.
Podes tentar, mas o Mercado é um monstro selvagem que provavelmente te irá engolir.
Fechei a posição curta há uns dias e abri ontem novo short na EDPR.
Porquê?
Continua a parecer-me uma acção sem força e com a tendência descendente intacta, interdependente das notícias.
Não consigo ter grandes resultados com posições longas no PSI, excepto com a JMT. Continuo a ter de estar no chamado "dark side".
Porquê?
Continua a parecer-me uma acção sem força e com a tendência descendente intacta, interdependente das notícias.
Não consigo ter grandes resultados com posições longas no PSI, excepto com a JMT. Continuo a ter de estar no chamado "dark side".
Segue a tendência e não te armes em herói ao tentar contrariá-la.
Podes tentar, mas o Mercado é um monstro selvagem que provavelmente te irá engolir.
Podes tentar, mas o Mercado é um monstro selvagem que provavelmente te irá engolir.
Segundo o comunicado com os dados operacionais previsionais, a EDP teve uma queda de 21% na produção das centrais que vendem em mercado, para 3.530 GWh, enquanto as centrais abrangidas por contratos de longo prazo em Portugal (barragens e carvão) tiveram uma descida de 35%, para 3.200 GWh. A produção em regime especial no mercado ibérico recuou 11%, para 608 GWh.
Do lado da produção eléctrica, ainda assim, a EDP contou com contributos positivos da produção hídrica no Brasil, que cresceu 4,6%, para 2.647 GWh, e das eólicas da EDP Renováveis, com um crescimento de 18%, para 5.213 GWh.
Sim, também acredito que re-comprem as acçõs EDPR, até porque a médio prazo parece ser o principal motor do crescimento da EDP.
Do lado da produção eléctrica, ainda assim, a EDP contou com contributos positivos da produção hídrica no Brasil, que cresceu 4,6%, para 2.647 GWh, e das eólicas da EDP Renováveis, com um crescimento de 18%, para 5.213 GWh.
Sim, também acredito que re-comprem as acçõs EDPR, até porque a médio prazo parece ser o principal motor do crescimento da EDP.
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the mind Escreveu:Eu ja tinha avisado... Na minha opinião foi desde a vitoria deste governo. Agora so recuperará quando o PS ganhar novamente.
Não se preocupem que ela vai subir quando decidirem recomprar as acções q emitiram. Quanto mais baixa, mais eles consideram essa hipótese.... recomprar acções a metade do seu valor será bastante apelativo para a empresa. E há de acontecer antes de apresentarem um belo plano de investimentos
Governo trava eólicas e corta energia solar em mais de 60%
Miguel Prado
Novas metas para 2020 apertam objectivos do Governo de Sócrates.
A revisão do Plano Nacional de Acção para as energias renováveis (PNAER) dará menos espaço para o crescimento de fontes como a eólica e a energia solar. Face ao anterior plano, delineado pelo Governo de José Sócrates, o PNAER do Executivo de Pedro Passos Coelho reduz em 23% a meta de capacidade eólica em 2020 e corta em 63% a fasquia de potência solar.
O PNAER do anterior Governo previa que Portugal chegasse a 2020 com 6,88 gigawatts (GW) de potência eólica (hoje está com 4,1 GW), mas a revisão do plano aponta para não mais que 5,3 GW. No que respeita a energia solar, as contas do Executivo socialista previam que o País atingisse 1,5 GW de capacidade em 2020 (dez vezes mais que a actual). Porém, a proposta do novo Governo não vai além dos 0,55 GW.
As novas metas, apresentadas pela Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), serão debatidas em consulta pública até 18 de Maio, para que o Governo depois redija o relatório oficial para Bruxelas. No documento disponibilizado pela DGEG lê-se que "a capacidade das tecnologias emergentes, ondas e solar térmico, é praticamente anulada". O Governo reconhece ainda que as potências previstas para tecnologias como o solar fotovoltaico e a geotermia "são reduzidas a mais de metade" face ao plano actual.
Com efeito, enquanto o PNAER elaborado pelo Governo de Sócrates estimava que Portugal teria 75 MW de potência geotérmica em 2020, o plano agora revelado pela DGEG admite somente 30 MW. Na energia das ondas há uma razia: a potência prevista para o ano 2020 afunda de 250 MW para 6 MW.
O novo PNAER faz um ligeiro ajustamento na capacidade hídrica, reduzindo a potência prevista para as barragens em 2020 de 9,5 para 9 GW. Quanto à produção eléctrica a partir de combustíveis fósseis, o Governo admite a entrada em operação em 2017 das centrais de ciclo combinado a gás natural de Sines e Lavos, empreendimentos já incluídos nas contas do plano original.
Crescimento cauteloso da potência para um consumo débil
Globalmente, Portugal deverá ver a sua potência eléctrica total passar dos actuais 19,6 GW para 24,2 GW, resultado da nova capacidade prevista até 2020 (sobretudo eólica, hídrica e gás) e do fecho de algumas centrais (fuel e carvão).
Segundo os novos dados da DGEG, o País deverá até 2020 ter um crescimento médio anual do consumo de electricidade de 0,7%. Mas a electricidade é só uma parte (cerca de 20%) do consumo energético total do País. Para cumprir as metas internacionais de incorporação de renováveis também são tidos em conta os sectores dos transportes e do aquecimento e arrefecimento.
Nos transportes, a inclusão de renováveis (biocombustíveis) era de 5,6% em 2010, correspondendo a 326 mil toneladas equivalentes de petróleo (TEP). No aquecimento e arrefecimento as fontes renováveis valem 2,2 milhões de TEP, ou 34,5% da energia do sector. Na electricidade a quota de 41% de renováveis valia em 2010 quase 2 milhões de TEP. Tudo somado, Portugal já tem 25% da sua energia final proveniente de renováveis. A meta para 2020 é 31%.
O novo plano de acção
Revisão do PNAER elimina medidas mas vai reforçar outras
Cancelar plataforma de gestão de tráfego
Os anteriores planos para as renováveis (PNAER) e eficiência energética (PNAEE) contemplavam a criação de uma plataforma de gestão de tráfego dos grandes centros urbanos, para estimular a eficiência nos transportes. O plano revisto sugere eliminar essa medida, que não chegou a avançar, por ser de "difícil implementação".
Reforçar a adesão a lâmpadas economizadoras
A medida, que vinha do anterior plano, de incentivar o abandono de lâmpadas incandescentes teve um "impacto acima do esperado", avalia o Governo. Por isso, a acção proposta é "reforçar" a medida, promovendo o uso de lâmpadas LED ou de halogéneo eficiente.
Dinamizar a cogeração nos hospitais
A instalação de cogerações (produção simultânea de calor e electricidade) nos hospitais já estava no anterior plano, mas não foi implementada. O plano revisto pretende "reforçar a medida", em linha com as metas de estímulo da eficiência energética na Administração Pública.
Incentivar a adesão aos veículos eléctricos
O Executivo quer promover a procura e penetração de carros eléctricos no mercado de veículos mistos e de passageiros, incentivando a sua utilização nos principais centros urbanos, com parqueamento grátis e circulação autorizada nas faixas BUS ou em outras faixas dedicadas.
Medida "carga verde"
Uma das novidades na revisão do plano é a medida "Carga Verde", que prevê a criação de "portos secos" em alguns pontos das linhas ferroviárias para permitir a intermodalidade nos transportes de mercadorias, de modo a que, onde seja possível, se evite o meio rodoviário, o que contribui para poupar em importação de combustíveis fósseis.
Data:2012-04-19 23:30:00
Miguel Prado
Novas metas para 2020 apertam objectivos do Governo de Sócrates.
A revisão do Plano Nacional de Acção para as energias renováveis (PNAER) dará menos espaço para o crescimento de fontes como a eólica e a energia solar. Face ao anterior plano, delineado pelo Governo de José Sócrates, o PNAER do Executivo de Pedro Passos Coelho reduz em 23% a meta de capacidade eólica em 2020 e corta em 63% a fasquia de potência solar.
O PNAER do anterior Governo previa que Portugal chegasse a 2020 com 6,88 gigawatts (GW) de potência eólica (hoje está com 4,1 GW), mas a revisão do plano aponta para não mais que 5,3 GW. No que respeita a energia solar, as contas do Executivo socialista previam que o País atingisse 1,5 GW de capacidade em 2020 (dez vezes mais que a actual). Porém, a proposta do novo Governo não vai além dos 0,55 GW.
As novas metas, apresentadas pela Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), serão debatidas em consulta pública até 18 de Maio, para que o Governo depois redija o relatório oficial para Bruxelas. No documento disponibilizado pela DGEG lê-se que "a capacidade das tecnologias emergentes, ondas e solar térmico, é praticamente anulada". O Governo reconhece ainda que as potências previstas para tecnologias como o solar fotovoltaico e a geotermia "são reduzidas a mais de metade" face ao plano actual.
Com efeito, enquanto o PNAER elaborado pelo Governo de Sócrates estimava que Portugal teria 75 MW de potência geotérmica em 2020, o plano agora revelado pela DGEG admite somente 30 MW. Na energia das ondas há uma razia: a potência prevista para o ano 2020 afunda de 250 MW para 6 MW.
O novo PNAER faz um ligeiro ajustamento na capacidade hídrica, reduzindo a potência prevista para as barragens em 2020 de 9,5 para 9 GW. Quanto à produção eléctrica a partir de combustíveis fósseis, o Governo admite a entrada em operação em 2017 das centrais de ciclo combinado a gás natural de Sines e Lavos, empreendimentos já incluídos nas contas do plano original.
Crescimento cauteloso da potência para um consumo débil
Globalmente, Portugal deverá ver a sua potência eléctrica total passar dos actuais 19,6 GW para 24,2 GW, resultado da nova capacidade prevista até 2020 (sobretudo eólica, hídrica e gás) e do fecho de algumas centrais (fuel e carvão).
Segundo os novos dados da DGEG, o País deverá até 2020 ter um crescimento médio anual do consumo de electricidade de 0,7%. Mas a electricidade é só uma parte (cerca de 20%) do consumo energético total do País. Para cumprir as metas internacionais de incorporação de renováveis também são tidos em conta os sectores dos transportes e do aquecimento e arrefecimento.
Nos transportes, a inclusão de renováveis (biocombustíveis) era de 5,6% em 2010, correspondendo a 326 mil toneladas equivalentes de petróleo (TEP). No aquecimento e arrefecimento as fontes renováveis valem 2,2 milhões de TEP, ou 34,5% da energia do sector. Na electricidade a quota de 41% de renováveis valia em 2010 quase 2 milhões de TEP. Tudo somado, Portugal já tem 25% da sua energia final proveniente de renováveis. A meta para 2020 é 31%.
O novo plano de acção
Revisão do PNAER elimina medidas mas vai reforçar outras
Cancelar plataforma de gestão de tráfego
Os anteriores planos para as renováveis (PNAER) e eficiência energética (PNAEE) contemplavam a criação de uma plataforma de gestão de tráfego dos grandes centros urbanos, para estimular a eficiência nos transportes. O plano revisto sugere eliminar essa medida, que não chegou a avançar, por ser de "difícil implementação".
Reforçar a adesão a lâmpadas economizadoras
A medida, que vinha do anterior plano, de incentivar o abandono de lâmpadas incandescentes teve um "impacto acima do esperado", avalia o Governo. Por isso, a acção proposta é "reforçar" a medida, promovendo o uso de lâmpadas LED ou de halogéneo eficiente.
Dinamizar a cogeração nos hospitais
A instalação de cogerações (produção simultânea de calor e electricidade) nos hospitais já estava no anterior plano, mas não foi implementada. O plano revisto pretende "reforçar a medida", em linha com as metas de estímulo da eficiência energética na Administração Pública.
Incentivar a adesão aos veículos eléctricos
O Executivo quer promover a procura e penetração de carros eléctricos no mercado de veículos mistos e de passageiros, incentivando a sua utilização nos principais centros urbanos, com parqueamento grátis e circulação autorizada nas faixas BUS ou em outras faixas dedicadas.
Medida "carga verde"
Uma das novidades na revisão do plano é a medida "Carga Verde", que prevê a criação de "portos secos" em alguns pontos das linhas ferroviárias para permitir a intermodalidade nos transportes de mercadorias, de modo a que, onde seja possível, se evite o meio rodoviário, o que contribui para poupar em importação de combustíveis fósseis.
Data:2012-04-19 23:30:00
The Mind
Possível cunha descendente na EDPR
Possível cunha descendente na EDPR? Também noto existir uma pequena divergência positiva no RSI. 
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Ainda estavam com as baterias apontadas ao Platini... 
disclaimer: isto é a minha opinião, se não gosta ponha na beira do prato. Se gosta e agir baseado nela, quero deixar claro que o está a fazer por sua única e exclusiva conta e risco.
"When it comes to money, the level of integrity is the least." - Parag Parikh
* Fight club sem nódoas negras: http://artista1939.mybrute.com
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