Caldeirão da Bolsa

Petróleo - Tópico Geral

Espaço dedicado a todo o tipo de troca de impressões sobre os mercados financeiros e ao que possa condicionar o desempenho dos mesmos.

por Nyk » 30/3/2009 18:25

Petróleo recua para os 48 dólares em Londres
Os preços do petróleo acentuaram as quedas seguindo a perder quase 6%. Esta tendência levou a que o mercado londrino voltasse a registar valores na casa dos 48 dólares. A matéria-prima está a acompanhar os declínios dos mercados accionistas, com os investidores a temerem uma redução da procura.

--------------------------------------------------------------------------------

Lara Rosa
lararosa@negocios.pt


Os preços do petróleo acentuaram as quedas seguindo a perder quase 6%. Esta tendência levou a que o mercado londrino voltasse a registar valores na casa dos 48 dólares. A matéria-prima está a acompanhar os declínios dos mercados accionistas, com os investidores a temerem uma redução da procura.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, recuava 5,77% para os 49,36 dólares, depois de ter estado a desvalorizar mais de 6%.

Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência a Portugal, desvalorizava 5,06% para os 48,99 dólares, depois de já ter estado a negociar nos 48,76 dólares por barril. O mercado londrino superou os 49 dólares no dia 19 de Março não tendo voltado a negociar em valores inferiores até à sessão de hoje.

A matéria-prima volta hoje a acompanhar a tendência dos mercados accionistas, onde os investidores se estão a mostrar receosos quanto à evolução económica. Estes receios acentuaram-se depois da administração de Barack Obama, presidente dos EUA, ter defendido que mais instituições bancárias poderão necessitar de ajuda.

Os responsáveis defenderam ainda que a General Motors e a Chrysler deverão reformular os seus planos de viabilidade.

Estas palavras estão a levar os investidores a acreditar que a economia poderá continuar a deteriorar-se, o que penalizará a procura petrolífera.

A acentuar estas expectativas estão as palavras do ministro do petróleo do Qatar, Abdullah Bin Hamad Al-Attiyah, que defendeu que a procura petrolífera mundial continua fraca e é pouco provável que a matéria-prima chegue aos 60 dólares por barril este ano.

A contribuir para a queda das cotações está também a valorização do dólar, que valoriza face à libra e ao euro, tendo mesmo atingido o valor mais elevado em quase duas semana contra a moeda da Zona Euro.

Como os contratos petrolíferos são cotados na moeda da maior economia do mundo, a valorização da divisa torna os contratos mais dispendiosos para os investidores que detêm outras moedas, o que reduz a procura da matéria-prima como forma de investimento.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 12186
Registado: 2/9/2005 12:45

por Nyk » 27/3/2009 20:32

sexta-feira, 27 de Março de 2009 | 19:12 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em queda com subida do dólar


Os preços do petróleo terminaram a derradeira sessão da semana em queda devido à valorização de cerca de 2% do dólar face ao euro.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Maio encerrou nos 51,79 dólares, uma queda de 1,67 dólares, ou 3,1%.

No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate cedeu 1,99 dólares, ou 3,7%, para os 52,35 dólares.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 12186
Registado: 2/9/2005 12:45

por Açor3 » 27/3/2009 15:55

Petróleo cai 4% com dólar em alta


27/03/2009


Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda penalizados pela valorização do dólar, o que reduz a atractividade da matéria-prima como forma de investimento.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, recuava 4,36% para os 51,97 dólares. Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, caía 3,61% para os 51,53 dólares, depois de já ter estádio a cair mais de 4%

A matéria-prima está hoje a recuar do valor de fecho mais elevado em quatro meses penalizada pela valorização do dólar contra o euro, o que reduz a atractividade do petróleo como forma de investimento.

Como as cotações do petróleo são cotadas na moeda norte-americana, a valorização da divisa leva a que os contratos se tornem mais dispendiosos para os investidores que são detentores de outras divisas.

O dólar tem estado a valorizar contra a moeda única da Zona Euro que está a ser penalizada pela divulgação das encomendas à indústria na região, que diminuíram 34% em Janeiro, contra os dados do mesmo período do ano anterior.

“O forte dólar está a levar todas as matérias-primas para baixo” afirmou Phil Flynnda Alaron Trading citado pela Bloomberg.

Apesar das fortes quedas de hoje, com as actuais cotações do petróleo, a matéria-prima vai a caminho do sexto ganho semanal consecutivo em Nova Iorque e do terceiro em Londres.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 27/3/2009 9:28

Petróleo corrige de máximos de quatro meses com receios de quebra da procura


27/03/2009


Os preços do petróleo abriram a sessão a negociar em queda, depois de ontem terem negociado em máximos de quase quatro meses, penalizados pelos receios que o agravamento da recessão económica no Japão, o que poderá levar a uma queda da procura no terceiro maior consumidor mundial da matéria-prima.

Em Nova Iorque, o crude seguia a cair 1,03% para os 53,78 dólares por barril, enquanto o Brent desvalorizava 0,80% para os 53,03 dólares por barril.

A pressionar a negociação do crude está mais uma vez a divulgação de dados económicos negativos, que aumentam os receios de quebra da procura. As vendas a retalho no Japão desceram 5,8% em Fevereiro, mais do que era esperado pelos analistas.

Os preços do petróleo deverão terminar a valorizar pela sexta semana consecutiva, com as cotações a serem animadas pela recuperação dos mercados accionistas nos últimos dias.

Nas cinco semanas terminadas a 20 de Março, os preços do petróleo subiram 36%.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por djovarius » 26/3/2009 21:43

Um "lamiré" em relção ao petróleo em NY, e aproveitando o gráfico do Marco, dado que já está acima de US$ 54,25 - algo de interessante para já é o facto de estarmos à beira de uma muito pequena resistência.

Eu diria que se este ativo se mantiver por estes preços, temos aqui a possibilidade real de alcançarmos mesmo os 63 USD outra vez a caminho de 70 USD, algo que seria possível a manter-se este clima de alguma liquidez que tem permitido o rally acionista.
Maior apetência pelo risco = subidas de ativos que tiveram fortes correções.

Abraço

dj
Cuidado com o que desejas pois todo o Universo pode se conjugar para a sua realização.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 9462
Registado: 10/11/2002 19:32
Localização: Planeta Algarve

por Açor3 » 26/3/2009 9:22

Petróleo negoceia em alta e acima dos 52 dólares
As cotações do petróleo seguiam a negociar em alta com os investidores a mostrarem-se mais animados quanto à situação económica, o que se poderá reflectir na procura petrolífera.

--------------------------------------------------------------------------------

Lara Rosa
lararosa@negocios.pt


As cotações do petróleo seguiam a negociar em alta com os investidores a mostrarem-se mais animados quanto à situação económica, o que se poderá reflectir na procura petrolífera.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, valorizava 1,14% para os 53,37 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia europeia, avançava 1,35% para os 52,45 dólares.

A impulsionar a matéria-prima estão as expectativas de que os dados económicos positivos anunciados nos EUA sejam um sinal de que a economia está a recuperar, o que se poderá reflectir na procura petrolífera.

As encomendas de bens duradouros aumentaram 3,4% em Fevereiro nos Estados Unidos, a primeira subida em sete meses, e as vendas de casas novas aumentaram quando os economistas consultados pela Bloomberg previam uma nova queda.

“Isto pode ser o início de uma melhoria”, afirmou à agência noticiosa norte-americana Charles Smith, responsável de investimento da Fort Pitt Capital Group, acrescentando que “o mercado está a dizer essencialmente que ‘agora temos uma ideias de que já vimos a pior taxa do PIB’”, um dado que vai ser hoje conhecido nos EUA.

Estes dados levaram a uma valorização das praças mundiais com os investidores a acreditarem que a maior economia do mundo poderá estar a mostrar sinais de recuperação, o que poderia levar a um aumento da procura petrolífera.


JN
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por MarcoAntonio » 25/3/2009 17:26

Uma actualização ao gráfico do Crude que entretanto fez novos máximos relativos acima dos 50 dolares, valores que já não visitava desde Novembro do ano passado.

A tendência de curto-prazo é agora claramente ascendente tendo quebrado o range de negociação anterior.
Anexos
LightCrudeOil090325.png
LightCrudeOil090325.png (17.79 KiB) Visualizado 9871 vezes
Imagem

FLOP - Fundamental Laws Of Profit

1. Mais vale perder um ganho que ganhar uma perda, a menos que se cumpra a Segunda Lei.
2. A expectativa de ganho deve superar a expectativa de perda, onde a expectativa mede a
__.amplitude média do ganho/perda contra a respectiva probabilidade.
3. A Primeira Lei não é mesmo necessária mas com Três Leis isto fica definitivamente mais giro.
Avatar do Utilizador
Administrador Fórum
 
Mensagens: 41939
Registado: 4/11/2002 22:16
Localização: Porto

por Açor3 » 25/3/2009 9:56

Petróleo corrige de máximo de quatro meses e desce mais de 1%


25/03/2009


Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda nos mercados internacionais a corrigir do máximo de quatro meses atingido ontem, penalizados pelos sinais de um agravar da recessão mundial o que terá consequências negativas na procura de combustíveis.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, descia 1,70% para os 53,06 dólares, depois de ontem ter terminado a sessão a subir 0,33% para os 53,98 dólares, o valor de fecho mais elevado desde 28 de Novembro.

O Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, seguia esta tendência e depreciava 1,76% para os 52,56 dólares.

Também a subida do dólar pressionava o petróleo, uma vez que a valorização desta divisa em que o petróleo está cotado reduz a sua atractividade. O euro seguia a perder 0,14% para os 1,3449 dólares.

O Japão, o terceiro maior consumidor de combustíveis do mundo, anunciou hoje que as exportações em Fevereiro afundaram mais de 49% face ao ano anterior devido à quebra na procura por bens electrónicos por parte dos Estados Unidos e da Europa.

Nos Estados Unidos aguarda-se hoje a divulgação de encomendas de bens duradouros e venda de casas novas, no mês de Fevereiro, dados que o mercado estima que revelem o agudizar da recessão da economia norte-americana, a maior consumidora mundial de combustíveis.

A condicionar a negociação da matéria-prima na sessão de hoje estará a divulgação das reservas petrolíferas da semana passada por parte do Departamento de Energia dos Estados Unidos. As previsões dos analistas contactados pela agência Bloomberg apontam para uma subida de 1,1 milhões de barris de crude.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 23/3/2009 19:46

Petróleo supera os 53 dólares
Os preços do petróleo acentuaram os ganhos depois de ter sido divulgado o plano norte-americano para ajudar o sector financeiro, o que está a animar os investidores e a elevar as expectativas de um maior consumo petrolífero.

--------------------------------------------------------------------------------

Lara Rosa
lararosa@negocios.pt


Os preços do petróleo acentuaram os ganhos depois de ter sido divulgado o plano norte-americano para ajudar o sector financeiro, o que está a animar os investidores e a elevar as expectativas de um maior consumo petrolífero.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a valorizar 2,32% para os 53,28 dólares, depois de já ter tocado nos 53,57 dólares, o valor mais elevado desde o primeiro dia de Dezembro.

Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, ganhava 3,42% para os 52,97 dólares, após já ter negociado nos 53,48 dólares, um máximo de Novembro do ano passado.

A valorização do petróleo segue-se a uma subida semanal superior a 10% em Nova Iorque e de 14% em Londres, o que levou a matéria-prima de volta para a casa dos 50 dólares por barril.

“A recente inclinação para apostar nas matérias-primas como cobertura contra a inflação e quando o dólar enfraquece é, claramente, aquilo que está a estimular o mercado da energia”, comentou à Bloomberg um analista da MF Global, Edward Meir.

Se a tendência foi de ganhos durante a manhã, a matéria-prima acentuou a valorização a beneficiar da divulgação do plano de ajuda para o sector financeiro norte-americano.

O Departamento do Tesouro dos EUA avançou com mais pormenores sobre o plano destinado a financiar até um bilião de dólares em compras de activos tóxicos, de forma a ajudar o sistema financeiro em apuros.

Esta informação elevou as expectativas de uma possível recuperação económica e aumento do consumo petrolífero, o que está a impulsionar as cotações do petróleo.


JN
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 23/3/2009 11:11

Petróleo em máximos de quase 4 meses
As cotações do crude seguiam em alta, atingindo o nível mais elevado de quase quatro meses, estimuladas pela desvalorização do dólar face ao euro, o que aumenta a atractividade do investimento em matérias-primas.

--------------------------------------------------------------------------------

Carla Pedro
cpedro@negocios.pt


As cotações do crude seguiam em alta, atingindo o nível mais elevado de quase quatro meses, estimuladas pela desvalorização do dólar face ao euro, o que aumenta a atractividade do investimento em matérias-primas.

O contrato de Maio do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA negociado em Nova Iorque, seguia a ganhar 1,6% para 52,90 dólares por barril, o nível mais alto desde 1 de Dezembro. Na semana passada, o WTI subiu 11%, sustentado pelo anúncio da Reserva Federal dos EUA de novas iniciativas para revitalizar a economia.

Em Londres, o contrato de Maio do Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, subia 1,9% para 52,20 dólares, depois de na semana passada já ter disparado 12%.

Esta é a terceira sessão consecutiva de ganhos do petróleo, com a queda do dólar a intensificar a atractividade das “commodities”, uma vez que se tornam mais baratas para os compradores não americanos.

"A recente inclinação para apostar nas matérias-primas como cobertura contra a inflação e quando o dólar enfraquece é, claramente, aquilo que está a estimular o mercado da energia", comentou à Bloomberg um analista da MF Global, Edward Meir.



JN
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Nyk » 20/3/2009 20:38

sexta-feira, 20 de Março de 2009 | 19:19 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em queda no Nymex, Brent sobe


Os preços do petróleo terminaram a última sessão da semana com tendências distintas de cada lado do Atlântico.
A valorização do dólar face ao euro levou o barril de West Texas Intermediate para entrega em Abril, cujo contrato expira hoje, a recuar seis cêntimos, para os 51,55 dólares, a aliviar dos máximos de quatro meses da véspera.

Os contratos de Maio, mais activos, subiram 13 cêntimos, para os 52,17 dólares.

Em Londres, o barril de Brent para entrega em Maio encerrou a cotar nos 51,50 dólares, uma subida de 83 cêntimos, ou 1,6%.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 12186
Registado: 2/9/2005 12:45

por Açor3 » 20/3/2009 17:08

Petróleo avança mais de 12% na semana


20/03/2009


Os preços do petróleo avançaram mais de 12% esta semana com os investidores a acreditarem que as medidas da Reserva Federal (Fed) norte-americana vão contribuir para o aumento da procura petrolífera.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, subia 0,17% para os 51,70 dólares e, em Londres o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, ganhava 0,22% para os 50,70 dólares.

As fortes subidas registadas esta semana levam a que o petróleo acumule uma valorização semanal superior a 12% em ambos os mercados, a segunda valorização semanal consecutiva em Londres e a quinta em Nova Iorque.

A impulsionar a matéria-prima esta semana estiveram essencialmente as medidas anunciadas pela Fed para estimular a economia norte-americana.

A autoridade monetária vai comprar obrigações do Tesouro, obrigações endossadas a hipotecas e outro tipo de dívida, o que aumentou o clima de optimismo quanto à probabilidade de se pôr termo à recessão mundial.

Estas medidas contribuíram assim para que aumentassem as estimativas quanto a um aumento da procura combustível, o que levou a uma valorização do petróleo.

As subidas registadas esta semana levaram mesmo a que a matéria-prima tocasse, na sessão de ontem, no valor mais elevado desde o início de Dezembro, em Nova Iorque, e de Janeiro, em Londres. No mercado nova-iorquino as cotações tocaram ontem nos 52,25 dólares e em Londres nos 51,64 dólares.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 20/3/2009 10:53

Brent vale 50,33 dólares
Petróleo com maior valorização seguida em 11 meses
2009/03/20 09:47Redacção / MDAAAA
Plano da Fed incentiva ganhos
O preço do petróleo encaminha-se para fechar com ganhos pela quinta semana consecutiva e com a maior subida seguida em 11 meses.

Esta valorização surge sobretudo depois da Reserva Federal ter anunciado esta semana um plano para acabar com a pior recessão mundial em 60 anos.

Em Nova Iorque, o petróleo vale 52,19 dólares por barril, mais 15 cêntimos. Por outro lado, o crude negociado em Londres, corrige ligeiramente ao cair 34 cêntimos para os 50,33 dólares por barril.


Lusa
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 20/3/2009 9:07

Petróleo regressa às quedas mas negoceia acima dos 50 dólares


20/03/2009


O preço do petróleo inverteu a tendência de subida registada na sessão de ontem mas continua a negociar acima dos 50 dólares por barril em Londres e Nova Iorque.

O West Texas Intermediate, negociado nos Estados Unidos, recua 1,10% para os 51,04 dólares e o barril de Brent, transaccionado em Londres, perde 0,71% para os 50,31 dólares.

A matéria-prima chegou a disparar mais de 8% na sessão de ontem, negociando perto do nível mais alto dos últimos três meses. Ao contrário do que aconteceu com os mercados bolsistas, a matéria-prima reagiu em alta ao plano de revitalização da economia anunciado ontem pela Reserva Federal dos Estados Unidos.

Este plano prevê a compra de 300 mil milhões de dólares de dívida pública (Obrigações do Tesouro) e de 750 mil milhões de dívida privada, elevando assim para mais de um bilião de dólares este novo esforço financeiro de estímulo à economia.

"Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao 'outlook' para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed", comentou, ontem, à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore.


--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Nyk » 19/3/2009 20:45

quinta-feira, 19 de Março de 2009 | 19:13 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em máximo de três meses


Os preços do petróleo encerraram esta quinta-feira em máximos de três meses, impulsionados pelo anúncio de ontem da Reserva Federal (Fed) norte-americana de que irá comprar mais de um bilião de dólares em dívida.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Maio fechou nos 50,50 dólares, uma subida de 2,84 dólares, ou 6%. Durante a jornada, o crude tocou os 51,64 dólares, máximo desde 6 de Janeiro.

No mercado nova-iorquino, os contratos de Abril do West Texas Intermediate avançaram 3,40 dólares, ou 7,1%, para os 51,54 dólares. Ao longo do dia, os preços tocaram os 52,25 dólares, o valor mais alto desde 1 de Dezembro.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 12186
Registado: 2/9/2005 12:45

por Açor3 » 19/3/2009 17:15

Petróleo avança mais de 6% nos mercados internacionais


19/03/2009


O petróleo está a valorizar mais de 6% nos mercados internacionais impulsionado pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada.

O contrato de Abril (que expira amanhã) do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA negociado em Nova Iorque, seguia a ganhar 6,44% para os 51,24 dólares por barril, o nível mais alto desde 1 de Dezembro.

Em Londres, o contrato de Maio do Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, subia 6,38% para os 50,70 dólares. Quer em Nova Iorque quer em Londres, a matéria-prima já valorizou mais de 7%.

A Fed vai comprar Obrigações do Tesouro, obrigações endossadas a hipotecas e outro tipo de dívida, o que aumentou o clima de optimismo quanto à probabilidade de se pôr termo à recessão mundial – o que aumentará a procura de combustível.

“Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao ‘outlook’ para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed”, comentou à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 19/3/2009 11:46

Petróleo acima dos 50 dólares em Nova Iorque


19/03/2009


As cotações do crude ultrapassaram os 50 dólares em Nova Iorque, pela primeira vez desde 6 de Janeiro, impulsionadas pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada. Em Londres, o Brent aproxima-se da mesma fasquia.

O contrato de Abril (que expira amanhã) do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA negociado em Nova Iorque, seguia a ganhar 4,4% para 50,25 dólares por barril.

Em Londres, o contrato de Maio do Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, subia 4,8%% para 49,95 dólares.

A Fed vai comprar Obrigações do Tesouro, obrigações endossadas a hipotecas e outro tipo de dívida, o que aumentou o clima de optimismo quanto à probabilidade de se pôr termo à recessão mundial – o que aumentará a procura de combustível.

“Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao ‘outlook’ para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed”, comentou à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 19/3/2009 10:56

Morgan Stanley prevê preços baixos para o petróleo em 2009


19/03/2009


Os preços do petróleo deverão continuar a cair no segundo trimestre e "continuar em níveis baixos ao longo de 2009", segundo o Morgan Stanley.

Estas previsões contrariam a estimativa de 33 casas de investimento inquiridas pela Bloomberg, que apontam para uma subida média dos preços do crude de referência dos EUA (West Texas Intermediate) no segundo trimestre, para 48 dólares por barril, contra 42 dólares nos três primeiros meses do ano. De acordo com as mesmas projecções, os preços do WTI deverão subir durante todo o ano, com uma cotação média prevista de 55 dólares no terceiro trimestre e de 63 dólares nos últimos três meses de 2009.

Destas 33 casas de investimento, a LCA Consultoria aponta mesmo para uma cotação média acima dos 100 dólares por barril já no segundo trimestre, ao prognosticar um preço médio de 100,10 dólares por barril entre Abril e Junho para o WTI.

No entanto, segundo o Morgan Stanley, que não está incluído no grupo daquelas 33 casas de investimento, o petróleo só deverá regressar ao patamar dos três dígitos quando a economia recuperar e a oferta mundial de crude diminuir. E não é provável que isso aconteça antes de 2011, uma vez que a queda da procura provocada pela crise global está a estender-se às economias em desenvolvimento, refere banco numa nota de “research” publicada hoje e divulgada pela Bloomberg.

“A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deixou de reduzir a sua produção, apesar dos inventários recorde e de a procura não-OCDE estar a diminuir rapidamente, ao mesmo tempo que a nova capacidade material de refinação ameaça ainda mais as margens – que estão já em queda”, refere a nota de “research”.

“Achamos que são necessários mais cortes da oferta para que os ‘stocks’ deixem de aumentar”, salienta um dos analistas que assinam esta análise, James Hubbard.

O Morgan Stanley prevê que o WTI atin ja um preço médio de 35 dólares por barril este ano, de 55 dólares em 2010 e de 85 dólares em 2011.

O “benchmark” dos Estados Unidos está a negociar muito perto dos 50 dólares por barril, acumulando uma subida de 9,7% desde o início do ano.

O Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa – que serve de referência às importações portuguesas –, deverá fixar-se numa média de 36 dólares por barril em 2009, 55 dólares em 2010 e 84 dólares em 2011 e 2012, diz ainda a nota de análise do Morgan Stanley.

Os analistas deste banco reviram em baixa os seus “ratings” para as petrolíferas europeias, de “atractivas” para “em linha”.

O banco salientou que prefere a BP, BG Group e Galp Energia, ao passo que a StatoilHydro e a OMV estão entre as mais sensíveis às flutuações do preço do petróleo.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 19/3/2009 10:27

Fed impulsiona preços do petróleo
As cotações do crude estão em alta nos mercados internacionais, impulsionadas pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada.

--------------------------------------------------------------------------------

Carla Pedro
cpedro@negocios.pt


As cotações do crude estão em alta nos mercados internacionais, impulsionadas pelo plano da Reserva Federal norte-americana de gastar um bilião de dólares na compra de dívida pública e privada.

O contrato de Abril (que expira amanhã) do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência dos EUA negociado em Nova Iorque, seguia a ganhar 1,54% para 48,88 dólares por barril, depois de já ter estado nos 49,83 dólares. O WTI está assim muito perto dos 50 dólares, nível que não atinge há dois meses – desde 6 de Janeiro.

Em Londres, o contrato de Maio do Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, subia 1,49% para 48,37 dólares.

A Fed vai comprar Obrigações do Tesouro, obrigações endossadas a hipotecas e outro tipo de dívida, o que aumentou o clima de optimismo quanto à probabilidade de se pôr termo à recessão mundial – o que aumentará a procura de combustível.

O dólar seguia a negociar num mínimo de dois meses contra o euro, levando os investidores a comprarem petróleo como refúgio contra a inflação, salientou a Bloomberg.

“Os mercados ficaram mais optimistas em relação ao ‘outlook’ para a economia norte-americana, antecipando uma melhoria da situação com estas novas medidas da Fed”, comentou à Bloomberg um estratega de matérias-primas do Commonwealth Bank of Australia, David Moore. “O dólar enfraqueceu fortemente, por isso se o petróleo aguentar o seu valor noutras moedas, isso implicará preços mais altos em dólares”, acrescentou.


JN
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Elias » 18/3/2009 20:19

O petróleo acompanhou os índices disparando para novos máximos de 3 meses e aproximando-se dos 50 USD.
 
Mensagens: 35428
Registado: 5/11/2002 12:21
Localização: Barlavento

por Açor3 » 18/3/2009 16:07

Petróleo cai depois de aumento superior ao esperado das reservas


18/03/2009


Os preços do petróleo acentuaram as quedas depois de ter sido conhecido que as reservas petrolíferas norte-americanas aumentaram mais do que o esperado na semana passada.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, desvalorizava 2,14% para os 48,11 dólares e, em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência a Portugal, perdia 2,88% para os 46,85 dólares.

A queda do petróleo acentuou-se depois do Departamento de Energia norte-americano ter divulgado um aumento das reservas de petróleo na semana passada, segundo a Bloomberg.

Os inventários de crude aumentaram em 1,945 milhões de barris, quando os analistas consultados pela agência noticiosa norte-americana esperavam uma subida de 1,5 milhões.

A maior diferença entre as previsões e os valores registados foi verificada nas reservas de gasolina, uma vez que os analistas apontavam para uma queda de 1,5 milhões de barris e na semana passada os inventários subiram em 3,195 milhões de barris.

Já os inventários de produtos destilados, que engloba o gasóleo rodoviário e para aquecimento, subiram em 112 mil barris quando se aguardavam um aumento de um milhão.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Açor3 » 18/3/2009 9:51

Petróleo corrige de máximo de três meses


18/03/2009


Os preços do petróleo seguiam a negociar em queda, em ambos os mercados de referência, depois de ontem terem atingido o valor mais alto em três meses. A penalizar a matéria-prima está o anúncio de que os inventários norte-americanos subiram mais do que o esperado e de que as refinarias japonesas processaram menos crude.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, descia 0,73% para os 48,80 dólares, depois de ontem ter chegado a subir mais de 5% para os 49,82 dólares. Já o Brent do Mar do Norte, transaccionado em Londres, recuava 1,53% para os 47,50 dólares.

O American Petroleum Institute anunciou que os “stocks” petrolíferos norte-americanos aumentaram em 4,66 milhões de barris para 349,9 milhões de barris na semana passada, o maior ganho em cerca de dois anos.

As estimativas dos analistas consultados pela agência Bloomberg apontam para que hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos anuncie as reservas de crude subiram em 1,5 milhões de barris na semana passada, enquanto os inventários de gasolina deverão ter descido em 1,5 milhões de barris. Já os “stocks” de destilados terão crescido em um milhão de barris.

As refinarias japonesas operaram a 78,4% da sua capacidade na semana passada, o que significa uma descida de 3,8% face à semana anterior, de acordo com os números divulgados hoje pela Associação Petrolífera do Japão.




--------------------------------------------------------------------------------

Banco BPI
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

por Nyk » 17/3/2009 20:39

terça-feira, 17 de Março de 2009 | 19:17 Imprimir Enviar por Email

Petróleo fecha em alta com máximo de dois meses no Nymex


Os preços do petróleo encerraram a sessão de terça-feira em alta, animados pelo optimismo quanto ao fim da crise nos EUA ainda este ano.
Em Londres, o barril de Brent para entrega em Maio encerrou nos 48,01 dólares, uma subida de 1,55 dólares, ou 3,3%.

No mercado nova-iorquino, o barril de West Texas Intermediate para entrega em Abril valorizou 1,71 dólares, ou 3,6%, para os 49,06 dólares. Durante a sessão, o crude tocou os 49,82 dólares, máximo desde 6 de Janeiro.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 12186
Registado: 2/9/2005 12:45

por Nyk » 17/3/2009 19:29

Petróleo aproxima-se dos 50 dólares em Nova Iorque
Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas nos EUA aumentou de forma inesperada. Este dado animou os investidores que antecipam uma maior procura de petróleo, o que levou a matéria-prima a aproximar-se dos 50 dólares em Nova Iorque.

--------------------------------------------------------------------------------

Lara Rosa
lararosa@negocios.pt


Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas nos EUA aumentou de forma inesperada. Este dado animou os investidores que antecipam uma maior procura de petróleo, o que levou a matéria-prima a aproximar-se dos 50 dólares em Nova Iorque.

O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque, seguia a valorizar 3,67% para os 49,09 dólares depois de já ter tocado nos 49,32 dólares, o que não acontecia desde o dia seis de Janeiro.

Em Londres, o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, avançava 3,44% para os 48,06 dólares, o valor mais elevado desde o início de Fevereiro.

Os preços do petróleo acentuaram a tendência positiva depois de ter sido conhecido que a construção de casas novas na maior economia do mundo aumentou inesperadamente.

Em Fevereiro, começaram a ser construídas 583 mil casas, à taxa anual, um aumento de 22% face a Janeiro que foi o maior desde 1990, avançou hoje o Departamento do Comércio dos EUA, citado pela Bloomberg.

Este dado atenuou os receios de uma continuação da deterioração económica e levou os investidores a esperam uma maior procura de petróleo, o que está a levar a matéria-prima a valorizar.

Também a impulsionar os preços do petróleo estão as declarações do ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil, que afirmou que os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vão cumprir com a redução das quotas que foram acordadas nas reuniões anteriores.

O ministro defendeu ainda que o cartel responsável por mais de 40% da produção mundial de petróleo poderá recorrer a novos cortes de produção depois de cumprir com as quotas actuais.

“Vamos estar a olhar para a tendência e para o nível de preços para decidir se um novo corte será preciso a 28 de Maio”, o dia da reunião da OPEP, afirmou Khelil, segundo a Bloomberg.

O ministro acrescentou que “se virmos uma recuperação, podemos não ter de fazer nada porque a procura melhorou”.
"A incerteza dos acontecimentos,é sempre mais difícil de suportar do que o próprio acontecimento" Jean-Baptista Massilion.
"Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida"Johann Goethe
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 12186
Registado: 2/9/2005 12:45

por Açor3 » 17/3/2009 17:03

Analistas prevêem subida dos preços do petróleo no longo prazo
Os preços do petróleo estão longe dos máximos históricos de 11 de Julho do ano passado, quando se fixaram acima dos 147 dólares por barril em Londres e Nova Iorque. Acontece que, ultimamente, está a observar-se uma forte subida. Nas últimas três semanas, o petróleo subiu 32% em Nova Iorque e 13% em Londres. E os analistas contactados pelo Negócios prevêem novos picos para o mais longo prazo.

--------------------------------------------------------------------------------

Carla Pedro
cpedro@negocios.pt


Os preços do petróleo estão longe dos máximos histórico de 11 de Julho do ano passado, quando se fixaram acima dos 147 dólares por barril em Londres e Nova Iorque. Acontece que, ultimamente, está a observar-se uma forte subida. Nas últimas três semanas, o petróleo subiu 32% em Nova Iorque e 13% em Londres.

E são cada vez mais as vozes de analistas que consideram que a era do petróleo mais barato está a terminar. Um estudo realizado por Ronald-Peter Stöferle, analista do Erste Bank AG/Austria, salienta que as cotações do crude deverão recuperar este ano. No entanto, não será ainda em 2009 que entrarão numa fase de forte retoma, salienta o estudo a que o Negócios teve acesso. Mas assim que a economia mundial recupere, o cenário vai mudar.
Segundo as estimativas de 21 casas de investimento inquiridas pela Bloomberg, a cotação média do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, será de 55 dólares este ano, 70 dólares em 2010, 82,5 dólares em 2011 e 96 dólares em 2012.

Os analistas contactados pelo Negócios são unânimes. Os preços subirão novamente. No entanto, dividem-se quanto à amplitude dessa valorização. Leia as suas respostas às três perguntas colocadas pelo Negócios. São eles Marc Faber (que antecipou o “crash” bolsista de 1987), Fadel Gheit (analista da Oppenheimer), James Williams (presidente da WTRG Economics), Peter A. Sorrentino (gestor de carteira da Huntington Asset Advisors) e Nader Naeimi (estratega de investimento da AMP Capital Investors).

Os preços podem regressar aos níveis anteriores à crise?

Marc Faber - Não no futuro previsível, uma vez que a procura diminuiu e também porque há
Marc Faber
menos especulação. No longo prazo, e dependendo da quantidade de moeda que o governo norte-americano vai emitir, então são possíveis novos máximos históricos.

Fadel Gheit - Não creio que os preços voltem a atingir os recordes de 2008. As cotações do petróleo estavam inflacionadas pela especulação excessiva devido à falta de regulação governamental. O mundo está a passar pela pior crise económica desde a Grande Depressão e a procura de crude irá cair ao ritmo mais acelerado das últimas décadas, o que torna muito improvável que os máximos históricos de há seis meses se repitam.


James Williams
James Williams - Penso que demorará muitos anos antes de voltarmos a ver o petróleo perto dos 150 dólares por barril. A única coisa que poderia fazer os preços voltarem a esse patamar seria um grande conflito ou revolução no país membro da OPEP e mesmo assim poderia não ser o suficiente, a menos que se tratasse da Arábia Saudita.

Peter Sorrentino - Não no curto prazo. Esses níveis foram levados ao extremo pela forte alavancagem a que recorreram os “hedge funds”, “private equity” e especuladores em geral. Descobrir esse tipo de crédito no futuro previsível não é muito provável. Tem havido alguma destruição da procura e os consumidores estão a procurar carros mais pequenos e mais eficientes em termos de combustível, de par com uma redução dos quilómetros percorridos. Além disso, há também uma incerteza que poderá afectar o crescimento da procura durante algum tempo: o aparecimento do imposto sobre o carbono, com base nas emissões de CO2.

Nader Naeimi – Bom, o nível dos 147 dólares por barril é agora uma memória distante. Mas creio que a destruição da procura está agora na sua máxima força e que os preços do petróleo poderão já ter atingido um fundo. Por isso, penso que as cotações poderão atingir novos máximos históricos nos próximos anos. Quanto ao curto prazo, acho que deverão subir para cerca de 70 dólares ao longo dos próximos meses.

Os factores estruturais que levaram à subida do preço continuam a existir? Que factores são esses?

Marc Faber - A procura por parte da China e da Índia continuará a crescer, uma vez que o consumo per capita na China é inferior a um oitavo do consumo nos EUA e na Índia é inferior a 1/16.

Fadel Gheit - Os preços do petróleo subiram mais pela especulação do que devido a
Fadel Gheit
fundamentais da oferta e da procura. Não houve cortes de produção e a oferta estava mais do que adequada para satisfazer a procura. Não houve mudanças estruturais.

James Williams - Alguns existem, outros não. O potencial de maior crescimento da procura chinesa existe, mas não se concretizará enquanto os EUA e outros países da OCDE não estiverem na via de uma sólida recuperação. Muitos segmentos da economia chinesa estão com excesso de capacidade e com a queda de 27% nas exportações da China qualquer aumento da procura deste país seria mínimo. As “royalties” e impostos excepcionalmente elevados, aplicados - desde a subida dos preços - às petrolíferas internacionais que operam em países exportadores, começarão a desaparecer. E isso reduzirá o custo para os consumidores.

Peter Sorrentino - Acabaram os depósitos de hidrocarbonetos facilmente acessíveis e baratos. Os novos campos são mais pequenos, é mais dispendioso explorá-los e têm vidas produtivas mais curtas. Tendem também a ser descobertos em regiões que são politicamente menos estáveis. O crescimento da produção não-OPEP, que foi substancial nas décadas de 70 e 80, já não é evidente no actual ciclo. Assim, a quota da OPEP na produção global está e continuará a estar a subir. Como ainda não há um substituto lógico para o petróleo na qualidade de combustível para transportes e como a China já suplantou os EUA como maior mercado automóvel, o crescimento orgânico da procura está assegurado.


Nader Naeimi
Nader Naeimi – O crescimento da China está a dar mostras de estabilizar e os agressivos investimentos do governo em infraestruturas implicam, inerentemente, um vasto recurso a “commodities”. Além disso, já assistimos a uma forte queda da produção.

Fala-se muito nos riscos do preço baixo actual no preço futuro, nomeadamente a falta de investimento em nova produção. Isso pode agravar o desequilíbrio na procura?

Marc Faber - Exacto. Com estes preços, haverá menos exploração. Quando a economia mundial recuperar, os preços do petróleo e de outras matérias-primas irão disparar.

Fadel Gheit - Sim, os baixos preços do petróleo são tão insustentáveis como os altos preços. As baixas cotações reduzirão os investimentos e mesmo que a procura não aumente, a oferta cairá entre 5% e 7% ao ano em resultado de um declínio dos campos naturais, o que criará uma escassez e levará a outra bolha nos preços do crude. É por isso que as nações consumidoras de petróleo devem reagir, no sentido de diversificarem, manterem e criarem novas fontes de energia.

James Williams - Tem certamente potencial para provocar uma situação dessas. Igualmente ameaçadores são os impostos sobre o carbono emitido pelo petróleo. No entanto, muitas petrolíferas internacionais têm uma boa posição financeira e os países exportadores que não estão em boa forma poderão melhorá-la através do reforço das condições relativas ao “leasing” e aos impostos, de forma a encorajarem o investimento nos seus países. Se o fizerem, poderá resultar em mais petróleo, porque - com muito poucas excepções – as petrolíferas internacionais são melhores a descobrir e a produzir crude do que as suas congéneres nacionais (NOC – National Oil Companies).

Peter Sorrentino - Foi isso que aconteceu no ciclo da década de 70, terminado na primeira
Peter Sorrentino
metade dos anos 80. Destinou-se tanto investimento de capital à exploração e produção que demorou mais de 20 anos até a procura finalmente atingir o nível da oferta e superá-la. A localização das novas descobertas promissoras – “offshore” brasileiro, Faixa de Orinoco na Venezuela e a região polar do Ártico – são de desenvolvimento muito mais dispendioso e demorará até estarem em produção. Mesmo as areias betuminosas do Canadá precisam que o petróleo esteja em torno dos 55 dólares por barril para a sua exploração ser economicamente viável. Tem havido uma forte acumulação de inventários de crude em todo o mundo, que terá de ser utilizado antes de os preços do petróleo poderem sustentar um movimento materialmente mais elevado.

Nader Naeimi – Estruturalmente, o “bull market” dos activos financeiros pós-1982, com a queda da inflação e das taxas de juro, levou a um forte desinvestimento em activos físicos. Na actual recessão, continuamos confrontados com mais de 100 países emergentes a crescerem mais de 5% ao ano. E isto deverá pressionar fortemente os preços das matérias-primas.


JN
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
Avatar do Utilizador
 
Mensagens: 3639
Registado: 13/6/2004 20:52
Localização: Lisboa

AnteriorPróximo

Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: Phil2014 e 156 visitantes