Jerónimo Martins - Tópico Geral
hugob0ss Escreveu:Parabéns Tiago, das análises todas, as tuas são as que mais gosto de ler.
Deixo-te apenas uma sugestão.De acordo com a teoria, o pullback nos rectângulos dá-se em 40% dos casos
Que teoria? Se pusesses a referência, acho que ficava um texto perfeito.
Cumprimentos,
Hugo.
Olá Hugo Boss,
Antes de mais, deixa-me agradecer o simpático comentário.
Em relação à bibliografia, tens razão. Devia ter feito referência ao autor. Quando eu escrevi há uns tempos sobre os meus livros favoritos disse que quando falo em percentagens normalmente é baseado na Encyclopedia of Chart Patterns.
Curiosamente, não foi este o caso
Abraço
Surfar a Tendência - Análises técnicas, oportunidades, sugestões de investimento e artigos didácticos
Parabéns Tiago, das análises todas, as tuas são as que mais gosto de ler.
Deixo-te apenas uma sugestão.
Que teoria? Se pusesses a referência, acho que ficava um texto perfeito.
Cumprimentos,
Hugo.
Deixo-te apenas uma sugestão.
De acordo com a teoria, o pullback nos rectângulos dá-se em 40% dos casos
Que teoria? Se pusesses a referência, acho que ficava um texto perfeito.
Cumprimentos,
Hugo.
O mercado tem sempre razão, a não ser que esteja obviamente errado.
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A vencedora da semana foi a JMT, semana da sua apresentação de resultados. Com os resultados não vieram muitas novidades, estes aproximaram-se das estimativas da maioria dos analistas. Fazer uma empresa lucrar desta forma com as actuais condições económicas será cada vez mais complicado. Os retalhistas americanos têm passado por dificuldades e começam a dar sinais de fraqueza na hora de apresentarem resultados.
A JMT insere-se num clima macroeconómico ligeiramente diferente, não me admiraria que continuasse com resultados satisfatórios daqui em diante, quando a crise na economia real se começar verdadeiramente a sentir.
Mas num bear market até as empresas sólidas se ressentem. Por isso, o melhor é olharmos para o gráfico e deixarmos a análise fundamental para o início do novo bull, onde uma filtragem será verdadeiramente importante.
Tal como eu já tinha dito em análises passadas, quando foi quebrada aquela forte LTa de longo prazo, o bull chegou oficialmente ao fim. Desde aí tem estado a lateralizar mesmo abaixo desse importante marco, desenhando um padrão que normalmente é associado à continuação de uma tendência prévia, o rectângulo. Quebrada a LTa, a tendência vigente passou a bearish. Por isso, este rectângulo é considerado um padrão de continuação bearish.
Antes da apresentação de resultados assistimos ao aliviar de posições por parte dos mais receosos, acabando por acontecer uma sequência de 10 velas vermelhas. Isto fez com que a figura fosse violada e a projecção milimetricamente atingida. Após a apresentação, quem tinha vendido por receio recomprou e o padrão foi re-testado.
De acordo com a teoria, o pullback nos rectângulos dá-se em 40% dos casos, para depois a cotação seguir o seu caminho. Neste caso, o caminho descendente. Para quem quer entrar curto, esta pode ser uma boa oportunidade. Como se viu no último dia de negociações, a pressão vendedora acima da mais recente resistência é enorme e não vai ser facilmente vencida.
Pessoalmente, não gosto de negociar este título. Já o disse anteriormente e volto a insistir. Os suportes e resistências são constantemente violados pelas sombras das velas, o que só serve para activar stops. Não usar stops também é muito perigoso, já que ocasionalmente tem puxadas de 8-10%. Se estas forem a nosso favor, é óptimo. Mas se nos contrariam, ficamos com um problema em mãos.
Infelizmente, o tipo de estratégia e de instrumentos que utilizo, não se adequam nestes casos.
Para quem quer entrar longo, será melhor aguardar. Ou pela recuperação do triângulo, ou mesmo pela sua quebra em alta. Antes disso, a relação risco/benefício está claramente a pender para os curtos.
Disclaimer
Este comentário é uma opinião pessoal, não deve ser confundido com uma recomendação de compra ou venda. As compras e vendas são da responsabilidade do investidor, bem como os lucros ou perdas resultantes.
A JMT insere-se num clima macroeconómico ligeiramente diferente, não me admiraria que continuasse com resultados satisfatórios daqui em diante, quando a crise na economia real se começar verdadeiramente a sentir.
Mas num bear market até as empresas sólidas se ressentem. Por isso, o melhor é olharmos para o gráfico e deixarmos a análise fundamental para o início do novo bull, onde uma filtragem será verdadeiramente importante.
Tal como eu já tinha dito em análises passadas, quando foi quebrada aquela forte LTa de longo prazo, o bull chegou oficialmente ao fim. Desde aí tem estado a lateralizar mesmo abaixo desse importante marco, desenhando um padrão que normalmente é associado à continuação de uma tendência prévia, o rectângulo. Quebrada a LTa, a tendência vigente passou a bearish. Por isso, este rectângulo é considerado um padrão de continuação bearish.
Antes da apresentação de resultados assistimos ao aliviar de posições por parte dos mais receosos, acabando por acontecer uma sequência de 10 velas vermelhas. Isto fez com que a figura fosse violada e a projecção milimetricamente atingida. Após a apresentação, quem tinha vendido por receio recomprou e o padrão foi re-testado.
De acordo com a teoria, o pullback nos rectângulos dá-se em 40% dos casos, para depois a cotação seguir o seu caminho. Neste caso, o caminho descendente. Para quem quer entrar curto, esta pode ser uma boa oportunidade. Como se viu no último dia de negociações, a pressão vendedora acima da mais recente resistência é enorme e não vai ser facilmente vencida.
Pessoalmente, não gosto de negociar este título. Já o disse anteriormente e volto a insistir. Os suportes e resistências são constantemente violados pelas sombras das velas, o que só serve para activar stops. Não usar stops também é muito perigoso, já que ocasionalmente tem puxadas de 8-10%. Se estas forem a nosso favor, é óptimo. Mas se nos contrariam, ficamos com um problema em mãos.
Infelizmente, o tipo de estratégia e de instrumentos que utilizo, não se adequam nestes casos.
Para quem quer entrar longo, será melhor aguardar. Ou pela recuperação do triângulo, ou mesmo pela sua quebra em alta. Antes disso, a relação risco/benefício está claramente a pender para os curtos.
Disclaimer
Este comentário é uma opinião pessoal, não deve ser confundido com uma recomendação de compra ou venda. As compras e vendas são da responsabilidade do investidor, bem como os lucros ou perdas resultantes.
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Bocciardi Escreveu:Um fecho abaixo da resistência pode ser uma boa entrada curto?
Obrigado
Sim, é uma hipótese a ter em conta, de facto
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Ulisses Pereira Escreveu:O facto de estar há umas horas acima dela, não significa que a tenha quebrado.
Pelo contrário, isto só mostra a força da resistência e a enorme pressão vendedora que se situa acima dela
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mcarvalho Escreveu:Ulisses Pereira Escreveu:A acção andou vários dias abaixo dessa resistência. O facto de estar há umas horas acima dela, não significa que a tenha quebrado. Para uma resistência ser quebrada, tem que o ser em fecho e de uma forma consistente.
Um abraço,
Ulisses
"O facto de estar há umas horas acima dela, não significa que a tenha quebrado. "
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boa boa![]()
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abraço
mcarvalho
Ah pois é! Esta JMT é mesmo matreira!!
The market gives; The market takes.
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Ulisses Pereira Escreveu:A acção andou vários dias abaixo dessa resistência. O facto de estar há umas horas acima dela, não significa que a tenha quebrado. Para uma resistência ser quebrada, tem que o ser em fecho e de uma forma consistente.
Um abraço,
Ulisses
"O facto de estar há umas horas acima dela, não significa que a tenha quebrado. "
boa boa
abraço
mcarvalho
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On fire Escreveu:Tatanka,
Penso que o 2º argumento é mais que óbvio porque se as bolsas americanas subirem ou descerem, levam por arrasto as outras praças na mesma direcção, pelo menos NORMALMENTE acontece isso.
Nota:
Este argumento poderá ser bom para a JM como para outra acção qualquer do nosso indice.
Estava a tentar perceber se existia algo mais rebuscado por tras.
A maneira como os futuros americanos cotam, já estão perfeitamente incorporados nas praças europeias.
Os indices europeus, vão muito atras de wall-street, e a subida dos futuros americanos, foi com certeza um factor decisivo para termos hoje toda a Europa a verde.
Mas sim, acreditando que os indices estavam um pouco oversold, podemos assistir a alguma recuperação.
Vamos ver. Estamos em fase de apresentação de resultados, e a qq momento pode sair um daqueles resultados absolutamente catastroficos, que o mercado não consegue ignorar...
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Tatanka,
Penso que o 2º argumento é mais que óbvio porque se as bolsas americanas subirem ou descerem, levam por arrasto as outras praças na mesma direcção, pelo menos NORMALMENTE acontece isso.
Nota:
Este argumento poderá ser bom para a JM como para outra acção qualquer do nosso indice.
Penso que o 2º argumento é mais que óbvio porque se as bolsas americanas subirem ou descerem, levam por arrasto as outras praças na mesma direcção, pelo menos NORMALMENTE acontece isso.
Nota:
Este argumento poderá ser bom para a JM como para outra acção qualquer do nosso indice.
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On fire Escreveu:As minhas razões de entrar na JM a curto prazo:
1º- Estar a negociar acima do suporte de 3.75€,com possibilidade de testar os 4€;
2º- Futuros dos indices EUA estarem positivos e consequentemente as bolsas americanas abrirem em alta;
3º- Ahold estar a negociar em forte alta e levar o mercado retalhista a subir nas principais praças.
Target a curto-prazo: 4€.
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Alguém se arrisca a opinar?
BN
O 2º argumento, não tem grande nexo para mim. Queres tentar explicar melhor?
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As minhas razões de entrar na JM a curto prazo:
1º- Estar a negociar acima do suporte de 3.75€,com possibilidade de testar os 4€;
2º- Futuros dos indices EUA estarem positivos e consequentemente as bolsas americanas abrirem em alta;
3º- Ahold estar a negociar em forte alta e levar o mercado retalhista a subir nas principais praças.
Target a curto-prazo: 4€.
Alguém se arrisca a opinar?
BN
1º- Estar a negociar acima do suporte de 3.75€,com possibilidade de testar os 4€;
2º- Futuros dos indices EUA estarem positivos e consequentemente as bolsas americanas abrirem em alta;
3º- Ahold estar a negociar em forte alta e levar o mercado retalhista a subir nas principais praças.
Target a curto-prazo: 4€.
Alguém se arrisca a opinar?
BN
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Bocciardi Escreveu:Bom dia a todos...
Depois de dois dias de intensa discussão, argumentação e troca de ideias, alguém mais expert poderia disponibilizar um gráfico com uma pequena análise, por favor?
Obrigado.
Um abraço
Em termos de AT, parece estar a chegar ao ponto de se começar a construir posição curta.Será?
abraço
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Ahold aumenta vendas em 13% no último trimestre de 2008
A Ahold, a retalhista holandesa que mantém uma posição de 49% na Jerónimo Martins Retalho, anunciou hoje um aumento de 12,9% nas vendas do último trimestre de 2008, um resultado que reflecte os cortes de preços efectuados e a valorização do dólar face à moeda europeia.
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Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt
A Ahold, a retalhista holandesa que mantém uma posição de 49% na Jerónimo Martins Retalho, anunciou hoje um aumento de 12,9% nas vendas do último trimestre de 2008, um resultado que reflecte os cortes de preços efectuados e a valorização do dólar face à moeda europeia.
As receitas ascenderam a 6,6 mil milhões de euros, no período em analise, de acordo com o comunicado emitido hoje. As vendas igualaram as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg.
Para este aumento contribuiu a remodelação das lojas, o corte nos preços e a introdução de produtos de marca própria, que atraíram os consumidores. A valorização da divisa norte-americana face ao euro também permitiu à companhia holandesa registar este resultado.
De acordo com a Bloomberg, mais de 50% das receitas da Ahold são obtidas nos EUA, onde detém a cadeia de supermercados “Stop & Shop”. A empresa holandesa mantém uma posição de 49% na Jerónimo Martins Retalho.
O mercado está a reagir positivamente aos números apresentados. As acções da Ahold seguem a valorizar 5,94% para 9,026 euros. Os títulos chegaram a valorizar um máximo de 8,3% durante a sessão de hoje.
A Ahold, a retalhista holandesa que mantém uma posição de 49% na Jerónimo Martins Retalho, anunciou hoje um aumento de 12,9% nas vendas do último trimestre de 2008, um resultado que reflecte os cortes de preços efectuados e a valorização do dólar face à moeda europeia.
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Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt
A Ahold, a retalhista holandesa que mantém uma posição de 49% na Jerónimo Martins Retalho, anunciou hoje um aumento de 12,9% nas vendas do último trimestre de 2008, um resultado que reflecte os cortes de preços efectuados e a valorização do dólar face à moeda europeia.
As receitas ascenderam a 6,6 mil milhões de euros, no período em analise, de acordo com o comunicado emitido hoje. As vendas igualaram as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg.
Para este aumento contribuiu a remodelação das lojas, o corte nos preços e a introdução de produtos de marca própria, que atraíram os consumidores. A valorização da divisa norte-americana face ao euro também permitiu à companhia holandesa registar este resultado.
De acordo com a Bloomberg, mais de 50% das receitas da Ahold são obtidas nos EUA, onde detém a cadeia de supermercados “Stop & Shop”. A empresa holandesa mantém uma posição de 49% na Jerónimo Martins Retalho.
O mercado está a reagir positivamente aos números apresentados. As acções da Ahold seguem a valorizar 5,94% para 9,026 euros. Os títulos chegaram a valorizar um máximo de 8,3% durante a sessão de hoje.
Na bolsa só se perde dinheiro.Na realidade só certos Iluminados com acesso a informação privilegiada aproveitam-se dos pequenos investidores para lhes sugarem o dinheiro.
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