EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
macau5m Escreveu:Sertorio Escreveu:Um vídeo de José Luís , em que faz uma análise muito interessante dos recursos naturais da Venezuela , e dos custos de investimentos associados à sua exploração .
https://www.youtube.com/watch?v=I9ruwSew884
Eu percebo que a ansia de lançar desinformação é grande, mas ainda não percebeste que os participantes do forum têm acesso a esses mesmo videos se os quiserem ver. Não há necessidade de poluires o forum.
Ò sumidade pega lá mais um:
https://www.youtube.com/watch?v=0zFVPDYTT6A
- Mensagens: 95
- Registado: 25/8/2025 14:15
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
O petroleiro Marinera está no Atlântico Norte e vai em direcção do Báltico.
A Rússia enviou um submarino e outros navios da Frota do Báltico para o escoltar.
https://x.com/Osint613/status/2008614643179376724?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2008614643179376724%7Ctwgr%5E01af7152aa2722f975451237cccb03a94576b22d%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.twz.com%2Fnews-features%2Fu-s-coast-guard-cutter-seen-for-first-time-pursuing-fleeing-russian-oil-tanker
Pedro
A Rússia enviou um submarino e outros navios da Frota do Báltico para o escoltar.
Video released by RT shows U.S. Coast Guard pursuing sanctioned tanker Marinera (Bella 1) to seize it in the North Atlantic.
https://x.com/Osint613/status/2008614643179376724?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2008614643179376724%7Ctwgr%5E01af7152aa2722f975451237cccb03a94576b22d%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.twz.com%2Fnews-features%2Fu-s-coast-guard-cutter-seen-for-first-time-pursuing-fleeing-russian-oil-tanker
Pedro
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
oil continua o bear market.
Dá impressão que está a caminho dos $40
Mas o mais relevante é que sem voltar para cima da zona dos 63 não deve trazer grandes expectativas aos touros.
Dá impressão que está a caminho dos $40
Mas o mais relevante é que sem voltar para cima da zona dos 63 não deve trazer grandes expectativas aos touros.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Simplório Escreveu:https://www.youtube.com/watch?v=rsRDTrJ_8Uc
Arre que é

Que nunca por vencidos se conheçam
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Al Beca Escreveu:
A mesma lógica que os EEUU adotariam caso vissem a Base das Lajes em risco, independentemente da Administração no poder.
Qual foi o golpe de estado que houve na Geórgia?
O 25 de Abril de 74 em Portugal, também foi ilegal?
Que nunca por vencidos se conheçam
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Opcard33 Escreveu:É garantia para a eternidade, com recursos suficientes para a posteridade.
A ideia não é delirante , território significa recursos, e recursos voltarão a mandar quando a ilusão digital acabar.
Água, energia, minerais, terras raras , tudo isso está no chão, não na cloud. Nesse sentido, Gronelândia e Canadá fazem mais sentido estratégico do que muitas outras guerras .
Não concordo em todo com isso. O maior recurso de um povo é intagivel. É o capital intlectual.
Mas tenho de concordar que num mundo com China, Russia, India, Saudi, etc é preciso assegurar recurso.
Já agora a maior reserva de petróleo não tem bandeira.
Russia Uncovers 511 Billion-Barrels of Oil in Antarctica: One of the Largest Oil Discoveries That Could Threaten the Antarctic Peace
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
A transferência de parte do 160º SOAR para o RU, poderá indicar que os EUA estão a "caçar" petroleiros da "frota fantasma".
O Marinera navega sob bandeira russa, e já transportou petróleo iraniano.
Há 16 petroleiros que saíram no sábado da Venezuela, e andam a "fugir" dos americanos.
https://x.com/AirAssets/status/2008315663933170132
https://x.com/TankerTrackers
Pedro
O Marinera navega sob bandeira russa, e já transportou petróleo iraniano.
Há 16 petroleiros que saíram no sábado da Venezuela, e andam a "fugir" dos americanos.
https://x.com/AirAssets/status/2008315663933170132
https://x.com/TankerTrackers
Pedro
- Mensagens: 95
- Registado: 25/8/2025 14:15
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
previsor Escreveu:Venezuela, interim president Rodriguez to Trump: “We must cooperate”
https://lapresse.us/world/2026/01/05/ve ... erate/?utm
Parece ser a primeira hipóteseprevisor Escreveu:Ou o Trump subornou a presidente interina através da CIA, ou vai ser um fiasco.
Pode é ser uma desilusão para os venezuelanos se perceberem que a intenção não é instaurar uma democracia, mas sim distribuir a riqueza do petróleo entre eles
Custa-me perceber como é que os EUA vão tomar conta da Venezuela.
Maduro era motorista da "Carris", a Delcy Rodríguez é marxista ferranha, o pai morreu às mão da DISIP, e ela própria foi responsável pela repressão na Venezuela.
Pedro
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
A geografia sempre foi um destino , A Rússia herdou 17 milhões de km² por acaso histórico, os Estados Unidos nasceram pequenos .
Surge então a tentação corretiva: se o território é poder, basta esticar o mapa.
A Gronelândia entra como aperitivo mas não chega. O Canadá, completa a equação e eleva o império a uns respeitáveis 22 milhões de km².
É garantia para a eternidade, com recursos suficientes para a posteridade.
A ideia não é delirante , território significa recursos, e recursos voltarão a mandar quando a ilusão digital acabar.
Água, energia, minerais, terras raras , tudo isso está no chão, não na cloud. Nesse sentido, Gronelândia e Canadá fazem mais sentido estratégico do que muitas outras guerras .
A dificuldade está em que, hoje, os povos são educados para serem pequenos e para lutarem apenas pelo conforto.
A ambição coletiva é apresentada como perigo, como absurdo e a grandeza como um pecado .
Mas serão grandes espaços e os recursos a decidir o futuro .
Surge então a tentação corretiva: se o território é poder, basta esticar o mapa.
A Gronelândia entra como aperitivo mas não chega. O Canadá, completa a equação e eleva o império a uns respeitáveis 22 milhões de km².
É garantia para a eternidade, com recursos suficientes para a posteridade.
A ideia não é delirante , território significa recursos, e recursos voltarão a mandar quando a ilusão digital acabar.
Água, energia, minerais, terras raras , tudo isso está no chão, não na cloud. Nesse sentido, Gronelândia e Canadá fazem mais sentido estratégico do que muitas outras guerras .
A dificuldade está em que, hoje, os povos são educados para serem pequenos e para lutarem apenas pelo conforto.
A ambição coletiva é apresentada como perigo, como absurdo e a grandeza como um pecado .
Mas serão grandes espaços e os recursos a decidir o futuro .
Editado pela última vez por Opcard33 em 6/1/2026 15:02, num total de 1 vez.
- Mensagens: 1682
- Registado: 9/9/2013 15:13
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
A Rússia invadiu a Península da Crimeia em 2014, na sequência de um golpe de estado em Kiev, tem lógica.
Pedro
A mesma lógica que os EEUU adotariam caso vissem a Base das Lajes em risco, independentemente da Administração no poder.
- Mensagens: 41
- Registado: 29/11/2007 2:46
- Localização: DE
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Venezuela, interim president Rodriguez to Trump: “We must cooperate”
https://lapresse.us/world/2026/01/05/ve ... erate/?utm
Parece ser a primeira hipótese
previsor Escreveu:Ou o Trump subornou a presidente interina através da CIA, ou vai ser um fiasco.
Pode é ser uma desilusão para os venezuelanos se perceberem que a intenção não é instaurar uma democracia, mas sim distribuir a riqueza do petróleo entre eles
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Transferência de helicópteros (MH-47 Chinook e MH-60M Black Hawk) do 160º SOAR, dos EUA (Fort Campbell no Kentucky), para o RU (Mildenhall).
O 160º SOAR opera em todo o mundo no apoio ao 1º SFOD-D, incluindo o 75º Regimento Ranger, que apoio os primeiros, aos Navy SEALs, US Army Special Forces (Boinas Verdes) e PJs.
https://x.com/ArmchairAdml/status/2007590405521715684?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2007590405521715684%7Ctwgr%5Ea3e6fc4dde52f52c8755297f7d37bc14eaa7dd34%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.twz.com%2Fair%2Fu-s-special-ops-aircraft-arriving-in-uk-could-point-to-looming-oil-tanker-boarding-operation
Pedro
O 160º SOAR opera em todo o mundo no apoio ao 1º SFOD-D, incluindo o 75º Regimento Ranger, que apoio os primeiros, aos Navy SEALs, US Army Special Forces (Boinas Verdes) e PJs.
https://x.com/ArmchairAdml/status/2007590405521715684?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2007590405521715684%7Ctwgr%5Ea3e6fc4dde52f52c8755297f7d37bc14eaa7dd34%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.twz.com%2Fair%2Fu-s-special-ops-aircraft-arriving-in-uk-could-point-to-looming-oil-tanker-boarding-operation
Pedro
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
A Rússia invadiu a Península da Crimeia em 2014, na sequência de um golpe de estado em Kiev, tem lógica.
Pedro
Pedro
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Al Beca Escreveu: guerra da Ucrânia, iniciade pelo golpe ilegal de 2014, o que gerou a invasão da Crimeia, gerra cívil do Donbass.
Os comunas têm o cérebro todo queimadinho, será que também consideram o 25 de Abril um golpe ilegal.
O que acham da invasão da Georgia, também foi por causa de de algum golpe ilegal?
Vamos fazer uma petição ao Instituto Medicina Legal, para angariação de cérebros com neurónios.
Que nunca por vencidos se conheçam
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Sertorio Escreveu:Um vídeo de José Luís , em que faz uma análise muito interessante dos recursos naturais da Venezuela , e dos custos de investimentos associados à sua exploração .
https://www.youtube.com/watch?v=I9ruwSew884
Eu percebo que a ansia de lançar desinformação é grande, mas ainda não percebeste que os participantes do forum têm acesso a esses mesmo videos se os quiserem ver. Não há necessidade de poluires o forum.
Que nunca por vencidos se conheçam
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Trump tenta recriar um império separado do que foi o Ocidente para que os USA
possa não se afundar com o resto do Ocidente .
No seu novo livro, «A Tragédia Migratória e a Queda dos Impérios» p a filósofa estabelece uma comparação entre a situação atual da Europa e o colapso do Império Romano. Contra o «apagamento civilizacional», convida a redescobrir as lições de Santo Agostinho para o nosso tempo.
« O Império Romano, o Ocidente… trata-se da história de civilizações que se acreditavam eternas e todo-poderosas?
A própria definição de império é a de algo sem limites — nem no espaço, nem no tempo. Ele quer o mundo inteiro, em todas as suas dimensões, e considera legítima a sua apropriação, em razão da sua força e da pureza, mais tarde da universalidade, dos seus princípios. A conquista imperial justifica-se assim em todo o tempo e em todo o lugar.
Roma «é» o mundo, e o mundo inteiro é, por definição, romano ou sê-lo-á. Roma é eterna — isso está escrito desde Rómulo — e inquieta-se constantemente com a realização dessa profecia. Os princípios do Ocidente, primeiro cristãos, depois revolucionários, são válidos para todos os seres humanos e devem aplicar-se em todo o lado — daí a conquista colonial e depois cultural.
O Ocidente exporta por todo o mundo as suas emancipações, a sua medicina, o seu capitalismo. Não há um canto da Terra onde não tenhamos espalhado os nossos sermões, conselhos e reprimendas. Além disso, os princípios do Ocidente valem para sempre e fecham o tempo: quando um escritor americano escreveu (de forma tola) que a democracia era o regime do fim da história, foi aplaudido por quase todas as nossas elites intelectuais. Isso mostra até que ponto tínhamos integrado a dominação do nosso império cultural sobre o tempo tanto quanto sobre o espaço: desmesura! Pois nada neste mundo pode pretender ser o todo.
⸻
«O império-conquista torna-se império-refúgio.» Em que consiste esse movimento? É ele que põe em causa o futuro dos impérios?
Observa-se essa dupla etapa em ambos os casos. Primeiro, o império conquista, impõe-se pelas armas o mais longe possível: Roma até aos confins conhecidos da Ásia; o Ocidente quase em todo o mundo, chegando a arranhar duramente a poderosa China.
Mas o mais interessante é a segunda etapa: a passagem ao império-refúgio. As populações dos territórios outrora conquistados acorrem para se instalar nos centros do império. O império conquistador exerce um soft power sobre os povos dominados. No sentido original de Joseph Nye, o soft power é a atração, o “voto com os pés”. Quando russos ou chineses falam do seu soft power, trata-se de uma imitação ilusória: ninguém deseja viver em Moscovo ou em Pequim.
As populações dos antigos países colonizados pelo Ocidente querem viver em Londres ou em Paris, pelo conforto, pela liberdade, pelas escolas e pelos hospitais. O império atrai. Torna-se refúgio. É, por assim dizer, vítima do seu próprio sucesso. Quando o império-conquista se torna império-refúgio, isso é sinal do fim. Há aqui um retorno que assume o valor de lição moral: o império é devorado por aquilo que devorou.
⸻
O paralelismo entre a migração no século V e a atual «insegurança cultural» no Ocidente
Em ambos os casos, é a massa de chegadas, culturalmente diversas, que torna a integração difícil. Os recém-chegados beneficiam do conforto e da riqueza da cultura de acolhimento, mas, sendo numerosos e não querendo abandonar a sua própria cultura — o que é natural — acabam por desconstruir a cultura que os acolhe e que eles próprios não sabem manter.
No século de Agostinho, as escolas fechavam e ele queixava-se de já não encontrar livros de Cícero. A partir do século IV, povos bárbaros obtiveram o estatuto de federados, vivendo segundo as suas próprias leis — como vemos hoje os esboços de califados na Bélgica ou no Reino Unido.
⸻
A justiça imanente e a nova filosofia da história
Agostinho recusa interpretar os acontecimentos como punições divinas. A Cidade de Deus distingue a cidade terrena da cidade eterna. Os humanos são livres, responsáveis e autores do seu destino. Por isso, os cristãos, defensores da autonomia das pessoas e das comunidades, não podem legitimar a colonização.
⸻
A perda da «presença no mundo»
O Ocidente perdeu os seus fundamentos de sentido: a religião e as grandes utopias modernas. O mundo aparece anómico, desprovido de significado. O trágico permanece, mas sob um «céu vazio». Essa perda de presença conduz ao desespero e às visões apocalípticas contemporâneas — climáticas, nucleares ou outras — que revelam menos uma realidade objetiva do que um vazio de sentido.
possa não se afundar com o resto do Ocidente .
No seu novo livro, «A Tragédia Migratória e a Queda dos Impérios» p a filósofa estabelece uma comparação entre a situação atual da Europa e o colapso do Império Romano. Contra o «apagamento civilizacional», convida a redescobrir as lições de Santo Agostinho para o nosso tempo.
« O Império Romano, o Ocidente… trata-se da história de civilizações que se acreditavam eternas e todo-poderosas?
A própria definição de império é a de algo sem limites — nem no espaço, nem no tempo. Ele quer o mundo inteiro, em todas as suas dimensões, e considera legítima a sua apropriação, em razão da sua força e da pureza, mais tarde da universalidade, dos seus princípios. A conquista imperial justifica-se assim em todo o tempo e em todo o lugar.
Roma «é» o mundo, e o mundo inteiro é, por definição, romano ou sê-lo-á. Roma é eterna — isso está escrito desde Rómulo — e inquieta-se constantemente com a realização dessa profecia. Os princípios do Ocidente, primeiro cristãos, depois revolucionários, são válidos para todos os seres humanos e devem aplicar-se em todo o lado — daí a conquista colonial e depois cultural.
O Ocidente exporta por todo o mundo as suas emancipações, a sua medicina, o seu capitalismo. Não há um canto da Terra onde não tenhamos espalhado os nossos sermões, conselhos e reprimendas. Além disso, os princípios do Ocidente valem para sempre e fecham o tempo: quando um escritor americano escreveu (de forma tola) que a democracia era o regime do fim da história, foi aplaudido por quase todas as nossas elites intelectuais. Isso mostra até que ponto tínhamos integrado a dominação do nosso império cultural sobre o tempo tanto quanto sobre o espaço: desmesura! Pois nada neste mundo pode pretender ser o todo.
⸻
«O império-conquista torna-se império-refúgio.» Em que consiste esse movimento? É ele que põe em causa o futuro dos impérios?
Observa-se essa dupla etapa em ambos os casos. Primeiro, o império conquista, impõe-se pelas armas o mais longe possível: Roma até aos confins conhecidos da Ásia; o Ocidente quase em todo o mundo, chegando a arranhar duramente a poderosa China.
Mas o mais interessante é a segunda etapa: a passagem ao império-refúgio. As populações dos territórios outrora conquistados acorrem para se instalar nos centros do império. O império conquistador exerce um soft power sobre os povos dominados. No sentido original de Joseph Nye, o soft power é a atração, o “voto com os pés”. Quando russos ou chineses falam do seu soft power, trata-se de uma imitação ilusória: ninguém deseja viver em Moscovo ou em Pequim.
As populações dos antigos países colonizados pelo Ocidente querem viver em Londres ou em Paris, pelo conforto, pela liberdade, pelas escolas e pelos hospitais. O império atrai. Torna-se refúgio. É, por assim dizer, vítima do seu próprio sucesso. Quando o império-conquista se torna império-refúgio, isso é sinal do fim. Há aqui um retorno que assume o valor de lição moral: o império é devorado por aquilo que devorou.
⸻
O paralelismo entre a migração no século V e a atual «insegurança cultural» no Ocidente
Em ambos os casos, é a massa de chegadas, culturalmente diversas, que torna a integração difícil. Os recém-chegados beneficiam do conforto e da riqueza da cultura de acolhimento, mas, sendo numerosos e não querendo abandonar a sua própria cultura — o que é natural — acabam por desconstruir a cultura que os acolhe e que eles próprios não sabem manter.
No século de Agostinho, as escolas fechavam e ele queixava-se de já não encontrar livros de Cícero. A partir do século IV, povos bárbaros obtiveram o estatuto de federados, vivendo segundo as suas próprias leis — como vemos hoje os esboços de califados na Bélgica ou no Reino Unido.
⸻
A justiça imanente e a nova filosofia da história
Agostinho recusa interpretar os acontecimentos como punições divinas. A Cidade de Deus distingue a cidade terrena da cidade eterna. Os humanos são livres, responsáveis e autores do seu destino. Por isso, os cristãos, defensores da autonomia das pessoas e das comunidades, não podem legitimar a colonização.
⸻
A perda da «presença no mundo»
O Ocidente perdeu os seus fundamentos de sentido: a religião e as grandes utopias modernas. O mundo aparece anómico, desprovido de significado. O trágico permanece, mas sob um «céu vazio». Essa perda de presença conduz ao desespero e às visões apocalípticas contemporâneas — climáticas, nucleares ou outras — que revelam menos uma realidade objetiva do que um vazio de sentido.
- Mensagens: 1682
- Registado: 9/9/2013 15:13
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
previsor Escreveu:Nos EUA, a grande maioria nao concorda com o que o Trump fez
Ele está a arriscar-se a perder a maioria no congresso quando houver eleições este ano, e se isso acontecer, e bloquearem leis ou abrirem investigações contra ele, ainda vai ficar mais furibundo
Yada yada yada
Que emigrem para Cuba.
- Anexos
-
- maduro.JPG (29.67 KiB) Visualizado 1561 vezes
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
A dita "ordem internacional baseada em regras", tanto propagada pelos neocons Americanos e pelos seus lacaios deste lado do oceano, é afinal um castelo de cartas em que os USA e os seus países vassalos têm cada vez mais dificuldade em "vender" guerras aos seus povos.
As operações de "regime change" não faltaram - vide abaixo.
E a estas se acrescem a Líbia, transformada em mercado de escravos, a Síria, com um ex-terrorista à frente, e a guerra da Ucrânia, iniciade pelo golpe ilegal de 2014, o que gerou a invasão da Crimeia, gerra cívil do Donbass e finalmente a invasão pelo Estado "Gaz Station" com mísseis movidos a chips de máquina de lavar. A mentira tem pernas curtas...
His examples include mini-histories of the U.S.-supported or encouraged coups d'état in Hawaii, Cuba, Puerto Rico, the Philippines, Nicaragua, Honduras, Iran, Guatemala, South Vietnam, Chile, Grenada, Panama, Afghanistan, and Iraq.
https://en.wikipedia.org/wiki/Overthrow_(book)
As operações de "regime change" não faltaram - vide abaixo.
E a estas se acrescem a Líbia, transformada em mercado de escravos, a Síria, com um ex-terrorista à frente, e a guerra da Ucrânia, iniciade pelo golpe ilegal de 2014, o que gerou a invasão da Crimeia, gerra cívil do Donbass e finalmente a invasão pelo Estado "Gaz Station" com mísseis movidos a chips de máquina de lavar. A mentira tem pernas curtas...
His examples include mini-histories of the U.S.-supported or encouraged coups d'état in Hawaii, Cuba, Puerto Rico, the Philippines, Nicaragua, Honduras, Iran, Guatemala, South Vietnam, Chile, Grenada, Panama, Afghanistan, and Iraq.
https://en.wikipedia.org/wiki/Overthrow_(book)
- Mensagens: 41
- Registado: 29/11/2007 2:46
- Localização: DE
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Ou o Trump subornou a presidente interina através da CIA, ou vai ser um fiasco.
Parece que houve vários subornos, por isso foi tão fácil capturar o Maduro. Ele já não confiava na sua própria gente, e quem o protegia eram guardas cubanos.
Nos EUA, a grande maioria nao concorda com o que o Trump fez
Ele está a arriscar-se a perder a maioria no congresso quando houver eleições este ano, e se isso acontecer, e bloquearem leis ou abrirem investigações contra ele, ainda vai ficar mais furibundo
Parece que houve vários subornos, por isso foi tão fácil capturar o Maduro. Ele já não confiava na sua própria gente, e quem o protegia eram guardas cubanos.
Nos EUA, a grande maioria nao concorda com o que o Trump fez
Ele está a arriscar-se a perder a maioria no congresso quando houver eleições este ano, e se isso acontecer, e bloquearem leis ou abrirem investigações contra ele, ainda vai ficar mais furibundo
Apenas 33 % dos americanos aprovam o ataque militar dos EUA na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro.
72 % dos inquiridos estão preocupados com um envolvimento excessivo dos EUA na Venezuela.
A aprovação é muito dividida por partido: 65 % dos republicanos apoiam, mas apenas 11 % dos democratas e 23 % dos independentes aprovam.
https://www.reuters.com/world/americas/ ... 01-05/?utm
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Nicolás Maduro, campeão da repressão e do cárcere arbitrário, vai agora desfrutar de um privilégio que sempre negou aos outros, um sistema judicial onde o acusado tem direitos. Advogados, contraditório, presunção de inocência , tudo aquilo que ele sistematicamente recusou aos seus opositores.
Sob o seu regime, a lei servia para esmagar adversário , no Estado de direito a lei existe para julgar, não para perseguir.
Pena que os presos políticos que deixou para trás nunca tenham conhecido o mesmo privilégio que agora lhe é concedido , afinal ele ê um homem de sorte .
Sob o seu regime, a lei servia para esmagar adversário , no Estado de direito a lei existe para julgar, não para perseguir.
Pena que os presos políticos que deixou para trás nunca tenham conhecido o mesmo privilégio que agora lhe é concedido , afinal ele ê um homem de sorte .
- Mensagens: 1682
- Registado: 9/9/2013 15:13
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
previsor Escreveu:O Maduro ainda terá a hipótese de o próximo presidente o safar, como o Trump safou esteO ex‑presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, foi condenado em 2024 a 45 anos de prisão nos EUA por envolvimento com grandes redes de tráfico de droga ligadas à entrada de cocaína no território americano. No final de 2025, Donald Trump concedeu-lhe um perdão presidencial (indulto), alegando que Hernández teria sido tratado de forma injusta pelo sistema judicial, anulando a condenação e libertando-o antes de cumprir a pena completa..
Uma pouca vergonha sem duvida... foi uma jogada politica do nível mais baixo possível.
The pardon serves as a forceful reassertion of President Trump’s transactional foreign policy doctrine, prioritizing personal loyalty and political alignment over institutional judicial outcomes. By intervening directly in the Honduran political landscape, backing National Party candidate Nasry “Tito” Asfura, and releasing the party’s former leader, the Trump administration has fundamentally altered the diplomatic architecture of the Western Hemisphere.
The Election Context
To understand the timing and motivation behind the pardon, you need to examine the immediate political context: the Honduran general election of November 30, 2025. The release of Juan Orlando Hernández was not an isolated act of clemency but a strategic maneuver designed to influence the outcome of a contest the Trump administration viewed as critical to its regional interests.
“It is not the strongest of the species that survives, nor the most intelligent, but rather the one most adaptable to change.”
― Leon C. Megginson
― Leon C. Megginson
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Khamenei plans to flee to Moscow if security forces fail to quell protests — report
https://www.timesofisrael.com/liveblog_entry/khamenei-plans-to-flee-to-moscow-if-security-forces-fail-to-quell-protests-report/
Pedro
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
Movimentações americanas no Médio Oriente, incluindo a transferência de aerovanes dos EUA (Base Aérea de Fairford), com escala na Europa (Alemanha), que incluem aviões de carga C-17 e V-22, e helicópteros MH47G, UH60G, pertencentes ao 160º SOAR.

Pedro
Pedro
Re: EUA vs Venezuela: O fim de Maduro?
O Maduro ainda terá a hipótese de o próximo presidente o safar, como o Trump safou este
O ex‑presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, foi condenado em 2024 a 45 anos de prisão nos EUA por envolvimento com grandes redes de tráfico de droga ligadas à entrada de cocaína no território americano. No final de 2025, Donald Trump concedeu-lhe um perdão presidencial (indulto), alegando que Hernández teria sido tratado de forma injusta pelo sistema judicial, anulando a condenação e libertando-o antes de cumprir a pena completa..
Editado pela última vez por previsor em 5/1/2026 14:57, num total de 1 vez.
Quem está ligado:
Utilizadores a ver este Fórum: 947105jpsn, cali010201, iniciado1, latbal, malakas, maturidade, OSTC, paulopereira.pp36.pp, peterteam2, PMP69, Shimazaki_2, tami, VALHALLA, vasco007, xeidafome e 41 visitantes


